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sábado, 22 de março de 2008

História de Noivos


>O TELEFONE TOCOU ...
>
>
>Alô? Alô. Luciano?
>
>Sim. Quem é?
>
>Nao conhece mais a minha voz?
>
>Nao estou conseguindo identificar. Quem está falando?
>
>Nossa, como foi fácil pra você me esquecer... Acho que nao tivemos muito significado...
>
>Nathasha?! Oi... Que surpresa você me ligar! Pra quem disse que queria me esquecer para sempre ...
>
>Vai ofender? Eu desligo!
>
>Fique à vontade, querida. Quem ligou foi você mesmo...
>
>Nao, espere, nao vou desligar. Desculpe. É que estou aborrecida, só isso. Tá.
>
>E o que você quer?
>
>Nada. Eu só queria ouvir sua voz.
>
>Só? Entao já ouviu. Mais alguma coisa?
>
>Espere, pare de ser grosso. Nao, desculpe, nao desligue. É que eu estou me sentindo muito sozinha.
>
>Foi você quem quis assim, querida. Sofra do seu próprio veneno.
>
>Realmente você nao muda. Só sabe acusar...
>
>Bom, vou desligar. Tchau...
>
>NAO, PELO AMOR DE DEUS, nao desligue, espere, preciso te dizer algo...
>
>Fala logo, Natasha, tenho que trabalhar.
>
>Eu estava errada. Me perdoe. ERRADA?
>
>Você estava errada? Tem certeza disso? Será que nao é um pouco tarde pra dizer isso?
>
>Mas agora eu reconheço...Por favor, amor, me perdoe!
>
>Agora? Depois que você acabou comigo, querida? Até hoje eu pago o mico do papelao que você me fez passar... Convites distribuídos, acampamento alugado, comida encomendada, viagem paga, meu casamento com você, tudo perdido... (Luciano suspira). Sofri, sofri mesmo. Queria matar você! Droga, por que eu tive que amar você? Mas tudo bem. Já faz dois anos... Ah, meu Deus, dois anos...
>
>Luciano, pelo amor de Deus, me perdoe!
>
>Pra que você quer o meu perdao? Você nem ligou pra dizer que já estava com outro cara. Pra que perdao? Vai viajar com ele, vai viver com ele, meu bem... Só me deixe em paz, por favor (Luciano chora baixinho).
>
>Sem se dar conta, Luciano percebe uma pessoa na porta do escritório. Era ela. Natasha estava olhando pra ele. Ela falava do celular. Luciano fica perplexo, alegre e triste - ela está linda,belíssima, muito elegante. Mas seu rosto está abatido, cansado, doente. Na mao tinha uma sacola. Aproximou-se da mesa de Luciano, e, com olhos lacrimejantes, desligou o celular, olhou para ele e disse:
>
>Oi, amor.
>
>Oi, Natasha. Pare de me chamar de amor. Você tá um caco, filha!
>
>Olhos baixos, Natasha começa a tirar da sacola algumas coisas: uma caixa do correio com um CD do Demmis Roussos, que Luciano havia enviado de presente no aniversário, uma boneca de porcelana numa casinha de papel, um celular pré-pago, alguns livros devocionais, uma bíblia de Genebra e um pacote de fotografias. Luciano a observava, perplexo, triste, e via as lágrimas de Natasha molharem a fórmica da sua escrivaninha. Cada objeto tirado era uma facada no coraçao sofrido de Luciano. Algumas coisas lhe custaram caro, ele fizera grande esforço para pagá-las. Mas, pensava ele, se era pra ela, valeria à pena o esforço. Quando tudo terminara, ele se arrependera de tanto gasto desperdiçado...
>
>Pensei que você havia jogado as coisas que lhe dei, Natasha...
>
>Eu nunca me esqueci de você, Luciano. Eu errei. Errei muito, me perdoe...
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>Luciano, jovem advogado, lutador com as interpéries da vida, sabia que Natasha poderia estar mentindo, como tantas outras vezes, quando namoravam e mesmo quando eram noivos. Mas havia um quê de diferente no olhar vermelho de Natasha.
>
>Por que você veio hoje aqui, Natasha? Deu alouca? O que te traz aqui?
>
>Natasha suspirou, chorou, recompôs-se e disse:
>
>Estou com câncer, Luciano...
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>CANCER? Luciano petrificou-se.
>
>Sim, amor, eu vim me despedir. Saí do hospital à força, pra falar com você e pra morrer em casa...
>
>Luciano nao esperava por essa. Veio-lhe à memória uma de suas discussoes, onde Natasha, na hora do nervoso, dissera: "E daí, Luciano? Que se dane a igreja, que se dane o pastor, que se dane você, e se Deus achar que estou errada, que me castigue..." Nossa, era como se a cena passasse de novo na mente de Luciano.
>
>Como foi, Natasha?
>
>Depois que eu deixei você, amor, fui caindo no abismo, afastei-me do Senhor, fui morar com o André, abandonei a Cristo. Eu estava cega. Mas Deus me amava, Luciano. Se eu nao fosse dEle, estaria numa boa agora, bem com o André, bem comigo e pronta pra ir pro Inferno. Mas, por amor, Deus veio corrigir-me. Ele repreende e castiga a quem ama. Ele me ama, Luciano! Estou doente. Mas estou bem, porque estou podendo vir até você pra pedir perdao! Nunca fui feliz, nunca tive paz, saí de casa com 3 meses de vida a dois. O André me batia, me traía, eu fugi. E ele nao foi buscar você de volta?! O André foi assassinado, Luciano. Tráfico de drogas. Luciano estava perplexo. Luciano, estou voltando pro Senhor, estou me preparando pra partir. Mas tenho que receber o seu perdao, amor! Sei que nunca irei compensar o que lhe fiz, mas... por favor... ME PERDOA, AMOR!
>
>Luciano olhou para aquele resto de mulher - outrora tao orgulhosa, ostentando tanta beleza e auto- suficiência, confiando tanto em seu corpo e em sua fulgurante beleza, e agora, bonita ainda, mas notadamente pálida, enferma, cheia de hematomas nos braços, pescoço e pernas, e triste, profundamente triste, a implorar-lhe perdao para morrer em paz! Cena patética! Ali estava quem Luciano mais amara na vida, quem mais o fizera sofrer, a depender de uma palavra apenas, para morrer em paz! "Hora da vingança", veio-lhe à mente. Claro, agora seria a hora da revanche! Mas Luciano era um moço crente, de bom coraçao, e seria incapaz de reter a bênçao para aquela a quem tanto amara e que, infelizmente, ainda tanto amava e tanto o fazia sofrer...
>
>Quer que eu perdoe você, Natasha?
>
>SIM, PELO AMOR DE DEUS, Luciano! Nunca mais tomei a Ceia do Senhor, nunca mais louvei ao Senhor com alegria, nunca mais fui membro de igreja, nao agüento mais! Aceito as conseqüências, mas, por favor, diga que me perdoa!
>
>Enxugando as lágrimas, refazendo-se, Luciano olhou- a no fundo dos olhos, tomou as suas duas maos, que estavam frias como as de um defunto, e lhe disse, num terno sorriso misericordioso:
>
>Querida: desde que você foi embora eu já havia lhe perdoado. Mas, se você quer escutar e sentir paz, ouça-me: EU PERDOO VOCE POR TUDO QUE ME FEZ. VOCE ESTA LIVRE EM NOME DE JESUS!
>
>Natasha tremeu. Gritou "aleluia", sorriu, chorou, e caiu desmaiada. Logo o assistente de Luciano veio ajudá-lo, e, colocando-a no carro, levaram-na para o hospital. Luciano tinha o telefone de toda a família ainda, ligou e avisou. Em uma hora todos estavam ali na recepçao, tristes, aflitos, alguns desesperados. Chegou o pastor. A família implorou-lhe que fosse até a UTI orar com ela. O pastor, que conhecia o Luciano, olhou bem pra ele, pensou, fechou os olhos em oraçao, e, a seguir, falou:
>
>Quem tem que entrar é o Luciano. Vá lá, Luciano. Eu conheço o diretor da UTI, pedirei autorizaçao.
>
>EU, PASTOR?
>
>Sim, filho. Ela é o seu amor.
>
>FOI, PASTOR..
>
>Nao, filho. Deus o uniu a ela novamente, ainda que seja na despedida.
>
>Luciano nao sabia o que fazer. A família, desconsolada, chorava, mas a mae, certa do que tinha que ser feito, empurrou o Luciano até a porta, dizendo:
>
>"Vai, filho, corre, antes que seja tarde!"
>
>Ah, aquele corredor que dava para a UTI parecia nao ter fim! Cada passo dado era uma lembrança: o primeiro beijo, a primeira maça-do-amor, o primeiro jantar, o primeiro por-do-sol juntos; o dia em que viajaram num encontro missionário, o dia em que foram juntos à praia e que ele deu de presente a primeira rosa! O jantar de noivado, os telefonemas, tudo. Nao sobraram recordaçoes da tragédia, da traiçao, do desprezo. Na verdade quem ama guarda as más experiências numa sacola furada. E Luciano fez assim. Vestido com o jaleco, a máscara e o sapato de pano, Luciano entrou. Vários boxes onde pessoas definhavam. Lá estava Natasha, no número 6. Estava no respirador artificial, cuja sanfona funciona como um pulmao e faz um barulho horripilante. Estava linda, mas totalmente ligada a aparelhos, notadamente cansada, em coma, morrendo. Luciano sentiu sua dor. Chorou. Tremeu. Segurou forte a mao de sua amada. Pensou em Cristo, que dera a vida pela noiva, pensou em Oséias, que aceitou a esposa adúltera novamente, pensou em Deus, que tantas e tantas vezes tratou a Jerusalém com compaixao. Quem era ele para nao perdoar? Quem era ele para nao acolher? Entao orou.
>
>"Senhor, o que posso dizer? Minha garota está morrendo! Ex-garota, claro. Mas mesmo assim está doendo, Pai! E eu sou impotente diante de tudo isso! Essas máquinas, esse cheiro de éter e de carnes inflamadas, esse barulho infernal, meu Pai, o que posso dizer? Que deixe a minha garota morrer em paz? Sim, Senhor, leve-a para a tua glória! Eu a amo! Mas sei que tu a amas mais do que eu! Abençoa a Natasha. Em nome de Jes... Subitamente Luciano pensou em completar a oraçao com o seguinte pedido: "Mas, Senhor, se ainda houver um espaço para ela viver para ti, recuperar parte do tempo perdido, se na tua infinita misericórdia nao for demais, por favor, Senhor, cura a tua serva. Ela já sofreu bastante, ela aprendeu, Senhor. Até eu, que fui o mais ofendido, já a perdoei! Por favor, Senhor, se der, devolve-lhe a vida! Mesmo que nao seja pra viver comigo. E agora sim, em nome de Jesus. Amém".
>
>Por favor, me avisem - disse Luciano aos familiares - , me avisem quando tudo terminar. Quero estar presente. E foi embora.
>
>Tirou a tarde para viajar, seu hobby preferido: foi pra uma cidadezinha próxima, ver o por-do-sol.
>
>PARTE FINAL
>
>No caminho, ao longo da rodovia, seus pensamentos corriam mais que o vento:
>
>por que tudo isso estaria acontecendo?
>As coisas nao poderiam ter sido mais fáceis?
>E agora?
>
>Ele, no carro, ela no hospital, a lembrança daquelas máquinas monstruosas de prolongar a vida nao lhe saíam da memória... As lágrimas corriam, misturadas à poeira do vento seco do caminho. Revoltado com tudo isso, parou o carro no acostamento. Encontrou uma estradinha de terra. Devagar, como a seguir um féretro, entrou pela rota dos sitiantes. Subiu devagar a montanha, encontrou um mirante. Parou, abriu a porta, e, num grito de dor e lamento, chorou. Ah, como chorou! Seu pranto escorria pela porta do carro. Os pássaros, assustados, aquietaram-se nas árvores, contemplando aquele misto de dor e revolta. Parecia que todo o mundo fazia silêncio em respeito a tanta dor.
>
>Deus, por que? Por que? Por que? Por que tive que amá-la? Por que tive que vê-la? E agora, Senhor, o que fazer? E se tu a levares? O que será de mim? Eu já estava quase esquecendo, Senhor! Agora tudo volta a doer! Senhor, Senhor...
>
>Cansado de tanto chorar, entrou no carro e deitou- se, estendendo o banco para o fundo. Travou a porta, colocou uma fita de música clássica e desfaleceu. Ali estava um moço de valor, que amava e que lutava entre sua vontade e a vontade de Deus. Sonhou durante o sono, no delírio da febre. Sonhou estar na igreja. Viu o pastor a pregar, e, ao seu lado estava Natasha, bonita e sorridente. Lá do púlpito o pastor dizia: "Aquele que amar mais à sua mulher, mais do que a mim, nao é digno de mim - palavras de Jesus!" E, aos poucos, o sorriso de Natasha foi sendo coberto por uma neblina e desaparecia. Assim acordou. Assustado e cônscio de que Deus falara com ele, pôs-se a orar, dizendo:
>
>Senhor, sei que é difícil, mas tenho que fazer isso. Confesso que estou revoltado, ó, Pai. Quero fazer a minha vontade, nao a tua. Eu nao estou conseguindo aceitar a tua vontade, caso seja a de levá-la embora! Sei que estou errado, Senhor, e sei que é isso que quisestes me falar. Senhor, sou teu servo e quero te obedecer. Se irás tirar a Natasha mais uma vez, tira-a, apesar de mim. Por mais que isso doa, Senhor, prefiro assim: nao quero perder-te Senhor. Só me ajude e console o meu coraçao... Tu sabes o que será melhor para ela, e também melhor para mim. Em nome de Jesus, amém.
>Voltou a dormir.
>
>Toca o celular.
>
>Alô? Luciano?
>
>Sim, sou eu.
>
>Aqui é o pastor, filho. Como você está?
>
>Bem mal, pastor. Mas sobrevivendo...
>
>Eu orei por você, garoto. Pedi a Deus para lhe fazer suficientemente forte para renunciar, se preciso for. Você quer conversar sobre isso?
>
>Pastor - disse, sorrindo o rapaz, - já o ouvi pregar agorinha mesmo no sonho, já renunciei a Natasha. Está doendo, mas estou em paz. Obrigado.
>
>Otimo. Entao volte pro hospital, Luciano. A Natasha acordou e saiu do estado crítico. Ela quer ver você...
>
>O QUE??? SÉRIO, PASTOR?
>
>Séríssimo. Vem com calma, mas acelera, filho...
>
>Nao levou hora e meia e Luciano estava entregando a chave do carro pro manobrista do hospital.
>
>E a Natasha? , perguntou à mae dela.
>
>Filho, corre, ela está chamando por você! Vai, filho! Deus está agindo! Eu já a vi, mas ela teima que quer ver-lhe!
>
>Agora o corredor do hospital era longo demais para ele. Se pudesse, daria três passos em um, para chegar mais rápido e contemplar o rosto de sua amada. Seu coraçao estava disparado, pensava no que ouviria e no que diria. O suor lhe escorria pela face e as vistas estavam enfumaçadas. Correu a vestir o jaleco, o sapato de pano, as luvas e a máscara. Box 06. Lá estava ela, e três médicos palestrando. Ao olharem o rapaz, perguntaram:
>
>Você é o Luciano?
>
>Sim, doutor, sou eu. Por que?
>
>Converse um pouco com ela. Ela gritou o seu nome por mais de meia hora e nos deixou quase loucos! Isso é que é amor! Mas seja breve, ainda nao entendemos essa súbita melhora. Temos que medicá-la novamente.
>
>Aproximou-se do leito. Os lábios de Natasha estavam sangrados, a boca ferida, canos haviam saído da garganta, o pescoço estava com fios, braços e pernas com soro, sondas, enfim, uma cena dramática, mas nao tanto quanto na última vez. Pelo menos o respirador artificial estava desligado, e em silêncio...
>
>Lu..cia..no.. me.u...a..mor....
>
>Fala, querida, eu estou aqui! Je..sus....veio..a..qui! Eu..vi!
>
>Luciano deixou as lágrimas verterem de seus olhos, lágrimas quentes e profundas.
>
>Você estava sonhando, querida.
>
>Na..ao, meu ..a..mor, Je..sus veio...me di..zer.. uma..coi..sa!
>
>Um tanto alegre, mas também incrédulo, Luciano pergunta:
>
>E o que Jesus lhe disse, amor?
>
>Dis.se...que.. vo..cê..me ama..va e..que..es.ta...va... (cof! cof!) es..ta..va. orando lá..num sí..tio.. por..mim...e ..lu..tan..do ...para me renun..ciar..
>
>Luciano gelou.
>
>Natasha completou:
>
>E..le.. me..dis..se..que..a.ceitou..a.sua..or.a..çao!
>
>Agora ele estava arrepiado. Nao só isso, ele estava com as pernas totalmente moles e adormecidas, num misto de medo e perplexidade.
>
>E sobre você, amor, ele disse alguma coisa?
>
>Dis.se..pa..ra....que..eu nao ...pe..casse.. de no..vo...
>
>Natasha adormeceu.
>
>Natasha!!! Natasha!! Nao morra!!!
>
>Calma, garoto - disse o médico - ela só adormeceu. Fique tranqüilo, mas saia agora, temos que seguir os procedimentos necessários.
>
>E assim foi. Natasha saiu do hospital em 20 dias. Sem explicaçao convincente, os médicos quiseram impetrar a si mesmos um erro de avaliaçao e diagnóstico,dizendo que pensaram que havia câncer onde nada existia, mas nao sabiam explicar as dúzias de exames, de biópsias, de ressonâncias e de quimioterapias feitas. Claro, grande parte da medicina desconhece o poder de Deus, a misericórdia do Altíssimo. E um câncer desaparecido tem que parecer um mero "erro médico". Mas o milagre acontecera de fato... Outra tarde, fim de expediente no escritório de Luciano, Natasha de pé em frente à escrivaninha de trabalho dele.
>
>Luciano, de agora em diante eu viverei cada dia como um milagre do Senhor, e viverei apenas e tao somente para a glória dele.
>
>Que bom, Natasha! Espero que você seja feliz! Orarei sempre por você!
>
>Luciano...
>
>Fale, querida.
>
>Quero pedir só mais uma coisa.
>
>Se eu puder atender...
>
>Eu quero me casar com você e ser a sua mulher, a sua companheira, e servir ao Senhor ao seu lado. Eu te amo! Me perdoe por tudo que fiz! Era tudo o que o rapaz queria ouvir.
>
>Sorridente, abriu a gaveta da escrivaninha e tirou uma linda boneca de porcelana, numa casinha de papelao, idêntica à primeira, presenteada quando começaram a namorar. Levantou-se, entregou-lhe a boneca, abraçou sua amada pela cintura, trazendo-a para junto de seu rosto, e lhe disse, com um brilho jamais visto em seu olhar: Eu perdôo você e quero recebê-la como minha esposa, amor. Eu te amo!
>
>Também te amo, querido!
>
>Nao se podia descrever o que era mais bonito e brilhante; se o brilho do sol da tarde, clareando toda a sala pelas vidraças, ou se o brilho do beijo de Natasha e Luciano, ao som da mais linda música que o mundo pode ouvir: o palpitar de dois coraçoes apaixonados. Aliás, apaixonados por Deus primeiramente, e, por causa do Senhor, apaixonados um pelo outro...

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Fechando as portas

FECHANDO AS PORTAS...
..
Sempre é preciso saber quando se acaba uma etapa na vida. Se insistes em permanecer nela, além do tempo necessário, perdes a alegria e o sentido do resto. Fechando círculos, fechando portas ou fechando capítulos. Como queira chamá-lo, o importante é poder fechá-los, deixar ir os momentos da vida que se terminam.
TERMINOU COM SEU TRABALHO? ACABOU-SE A RELAÇÃO? JÁ NÃO VIVE MAIS NESSA CASA? DEVE IR-SE DE VIAGEM? A AMIZADE SE ACABOU? SE FOI UM CLIENTE?
Pode passar-se muito tempo de seu presente remexendo nos por quês, em devolver o cd e tratar de entender por que aconteceu tal ou qual fato. O desgaste vai ser infinito porque na vida, você, eu, seu amigo, seus filhos, suas irmãs, todas e todos estamos destinados a ir fechando capítulos, a virar as folhas, a terminar com etapas ou com momentos da vida e seguir adiante.
.
Não podemos estar no presente sentindo falta do passado. Nem sequer perguntando-nos por que. O que aconteceu, aconteceu e terá que soltar, terá que se desprender.
NÃO PODEMOS SER MENINOS ETERNOS, NEM ADOLESCENTES TARDIOS, NEM FUNCIONÁRIOS DE EMPRESAS INEXISTENTES, NEM TER VÍNCULOS COM QUEM NÃO QUER ESTAR VINCULADO A NÓS.
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NÃO... OS FATOS PASSAM E TERÁ QUE OS DEIXAR IR! POR ISSO AS VEZES É TÃO IMPORTANTE DESTRUIR RECORDAÇÕES, DAR PRESENTES, MUDAR DE CASA, RASGAR PAPÉIS, JOGAR DOCUMENTOS FORA, VENDER OU PRESENTEAR LIVROS.
As mudanças externas podem simbolizar processos interiores de superação. Deixar ir, soltar, desprender-se. Na vida ninguém joga com as cartas marcadas e terá que aprender a ganhar e a perder. Terá que deixar ir, terá que virar a folha, há que viver só o que temos no presente. O passado já passou.
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Não esperem que lhe devolvam, não espere que lhe reconheçam, não espere que se dêem conta de quem é você. Solte o ressentimento, se liga sua tv interna para dar-lhe e dar-lhe ao assunto, o único que consegue é machucá-se mentalmente, envenená-se, amargurá-se.
A VIDA ESTÁ PARA FRENTE, NUNCA PARA ATRÁS. PORQUE SE VOCÊ ANDA PELA VIDA DEIXANDO PORTAS ABERTAS "POR SE ACASO", NUNCA PODERÁ DESPRENDER-SE E NEM VIVER OS ACONTECIMENTOS DE HOJE COM SATISFAÇÃO.
Noivados ou amizades que não clausulam, possibilidades de voltar (para que?), necessidades de esclarecimentos, palavras que não se disseram, silêncios que invadiram... Se pode enfrentá-los já e agora, faça-o! Se não, deixe ir, feche capítulos. Diga-se a você mesmo que não, que não volta.
MAS NÃO POR ORGULHO, NEM SOBERBA, SENÃO PORQUE VOCÊ JÁ NÃO ENCAIXA ALI, NESSE LUGAR, NESSE CORAÇÃO, NESSA HABITAÇÃO, NESSA CASA, NESSA ESCRIVANINHA, NESSE OFÍCIO. VOCÊ JÁ NÃO É A MESMA PESSOA QUE SE FOI, FAZ DOIS DIAS, FAZ TRÊS MESES, FAZ UM ANO, PORTANTO, NÃO HÁ NADA A QUE VOLTAR. FECHE A PORTA, VIRE A FOLHA, FECHE O CÍRCULO. NEM VOCÊ SERÁ A MESMA PESSOA, NEM O MEIO AO QUE REGRESSA SERÁ IGUAL, PORQUE NA VIDA NADA FICA QUIETO, NADA É ESTÁTICO.
É saúde mental, amor por você mesmo, soltar o que já não está mais em sua vida. Lembre que nada nem ninguém é indispensável. Nem uma pessoa, nem um lugar, nem um trabalho, nem um contrato, nada é vital para viver.
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Quando você veio a este mundo chegou sem esse adesivo, portanto é costume viver colado a ele e é um trabalho pessoal aprender a viver sem ele, sem o adesivo humano ou físico que hoje lhe dói deixar ir.
É UM PROCESSO DE APRENDER A DESPRENDER-SE E, HUMANAMENTE, PODE-SE CONSEGUIR PORQUE, REPITO-LHE, NADA NEM NINGUÉM NOS É INDISPENSÁVEL. SÓ É COSTUME, AFEIÇÃO, NECESSIDADE.
Mas... fechamento, clausura, não... Limpe, atire, oxigene, desprenda-se, sacuda, solte. Há tantas palavras para significar saúde mental e qualquer que seja a que escolha, lhe ajudará definitivamente a seguir para adiante com tranqüilidade. Essa é a vida!

Vou ser Sincero que não lembro quem é o autor... copiei rapidamente num lembro de onde... gostaria de prestar os devidos créditos...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Migrar para o SP3



Com o Windows XP service PACK3 no Forno para o Brasil, ficou mais que necessário o teste do dito cujo, porém apenas em versões Inglesas.

Procurei vários CD's de Windows em Inglês com BOOT e não foi achado um funcional sequer, todos que aparentemente diziam ser bootaveis no Emule, nenhum funcionou

SOLUÇÃO: Dar o boot por um CD bootável do WinXP SP2 C/ Boot e então após aparecer a tela "pressione F2 para ASR F6 para instação de Dispositivo SCSI e blá blá blá blá blá"
nessa tela troca o CD pelo de instalação do Windows em inglês. então passará pelas telas de arquivos á serem carregados blá blá blá blá blá blá blá
daew após a formatação será o momento que o windows fará a cópia dos principais arquivos á serem copiados para instalação do windows, daew nessa hora o processo de instalação acusará a ausência de arquivos necessários para instalação,porém esses arquivos realmente são necessários para o windows funcionar (já já explicarei o que ocorre sem esses arquivos) mas a instalação do windows acontecerá e vc acessará o windows sim.

masssssssss....

- tipo qd vc termianr de instalar o windows qd vc passear pelo painel de controle estará bugado, adicionar e remover programas não aparece, contas de usuário não aparece, e entre outros que os ícones estão ilegíveis..
- Serviços de rede não funcionam inclusive alterar o IP da máquina, não é permitido, dá um erro escroto lá

daew isso é o que aconteceu sem alguns dos arquivos que não foram carregados durante a instalação.
para consertar isso, aí vai mais uma perda de tempo:
atualizar o windows, botar o cd pra instalar dentro do windows daew selecionar a opção de atualizar o sistema, LINDO perder o tempo de uma outra instalação, SACO. mas necessário pra quem quiser ter o seu windows XP bunitinho e ordinário com o Service Pack 3



CORREÇÕES que vieram no Windows XP Service Pack 3:

de acordo com a microsoft foram 1073 correções vou citá-las aqui:

-blá blá blá
- blá blá blá
-blá blá blá
-blá blálballala

-albálbálbálbaĺboa
albálbálbáblalab
ablaĺbaláblo
ablálbálb

a melhor correção para o windows é trocar de DONO.

tudo bem são correções realmente radicais que ocorreram no SP3
tipo:

não consegui utilizar arquivos de styles .msstyles. não reconheceu o HD áudio de minha MOBO, comparilhamento de arquivos problemático, problemas de conexão com a internet, problemas com o Firewall, compatibilidade de outros programas.

então a solução mesmo foi voltar para o SP2 que até então está funcional. infelizmente dessa vez esperar um pouco será melhoe que se apressar e perder tempo instalando centenas de vezes o windows só pra ter lá no WINKEY+pause break o Windows XP Service Pack 3

à todos desejo felicidades e paciência com a microsoft!
aheuaheuaheuaheuhuh

FLW meu povo!